Quem leu história, sabe que na década de 30, em meio a muitos movimentos nacionalistas e ultranacionalistas, o Brasil teve sua "facção" enebriada por esse tipo de sentimento... os Integralistas.
Caiu no ostracismo, e agora é parte do passado; e para o dissabor dos professores de história é mais um ítem (quase) inútil de decoreba! Mas...
Anauê! Assim os integralistas se saudavam. Traduzindo isso do Tupi, o significado é bonito: "Você é meu irmão".
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Tupi, tupi... tupinambá... tupiniquim... muito nhenhenhém! Em dias de inclusão social, reconhecimento das minorias e outros pingos nos ii que vão se corrigindo, só lembro de ter estudado na escola aqueles "Radicais Gregos e Latinos".
Morar num país de extensão continental, cujo censo cultural fala que temos mais de 200 nativas línguas diferentes, compartilhando um ancestral comum, o Tupi-Guaraní e isso passar despercebido pelo governo e ministério da educação (ou da falta dela) é um desprezo total com as nossas raízes.
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Estive em Foz do Iguaçu. Estar naquele lugar, ver as maravilhas da região e não pisar no Paraguai, é um pecado! Digo isso porque, o Paraguai é logo ali... atravessa a ponte, anda no meio da multidão, assédio de ambulantes, preços exorbitantes num lado e quinquilharia do outro... Eia! No te custa nadie hablar un poco de portuñol com nosotros (los otros) hermanos!
Mas o que me chamou a atenção é a língua. Eles preservaram o Tupi, que hoje se chama Guaraní. Óbviamente não o mesmo tupi escutado por José de Anchieta nos idos de 1600 e guaraná de rolha. Mas é fácil de perceber a similaridade.
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Moro país onde temos Itaipu, Iguaçu, Itaiaçu, Mboimirim, Araraquara, Itaquaquecetuba, Ubatuba, ter um monte de gente que vive na pindaíba... até o nosso nhe-nhe-nhém é herdado dos ancestrais nativos ameríndios.
Tudo isso, tudo isso, essa riqueza gramatical que ainda permanece em nossa língua é desdenhado peloa conjectura atual de educação. E quando por curiosidade queremos saber a sua origem, o seu significado, alguém há de dizer: - Ah! Isso é na língua de índio...
Sinto-me um Policarpo Quaresma. Personagem que morreu lutando para que o Brasil falasse o Tupi, em vez do Português...
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O governo (Caciques de Pindorama) podia dar uma forcinha e introduzir nos estudos de lingua e códigos um capítulo junto de radicais gregos e latinos, o nosso específico para Tupi, Tupi Moderno ou o moderno Nheengatu.
Anauê!